miércoles, 27 de noviembre de 2013

Meus aniversários nunca foram lá grande coisa. Eu adorava, contava os dias para que eles chegassem, e quando dava meia noite, eu fingia que "não estava me lembrando", só para fingir descaso. Não sei porquê. Mas as pessoas se lembravam. Minha mãe principalmente. Depois, quando eu já havia crescido um bom tanto, meu irmão era o primeiro que se lembrava. Sempre vinha muito afetuoso, "festejar" comigo a meia noite do dia 30 de novembro. Meu pai eu não sei... Ele de vez em quando "fingia" (ou não) que não estava se lembrando do dia, e sempre, depois que eu havia crescido um pouco, perguntava se eu estava fazendo 20, ou 21, quando na verdade eu estava completando 23 ou 24. Acho que na verdade ele nunca soube quantos anos eu tenho, só se parar para fazer as contas. 2013 - 1987 = 26. Bingo!

Só que não.
Não que eu não goste mais de fazer aniversário, eu só estou cansada. 
Não que eu não goste de comemorações, eu gosto. Gosto de receber parabéns sinceros, de pessoas que realmente querem me dizer "Parabéns, você fez um bom trabalho ao ter nascido. E o faz até hoje. Porque a vida é isto, esse kung fu eterno que embalamos com nossas questões internas e o mundo externo". Gosto disso. Gosto de um BOM papo. Pessoas que não querem se mostrar eu quero, hoje, é que vão para a puta que o pariu. Eu não estou nervosa, só cansada. Por favor, não me entenda mal.
São muitas questões, muitas coisas, eu ando sonhando demais, bebendo demais, trabalhado demais, pensado demais. Mas não que eu quisesse algo diferente. Na boa, eu só queria um sofá e um aconchego para a minha cabeça. Se tiver sopa no fogão, melhor ainda.
A vida real é muito diferente daquilo que imaginei quando era adolescente,
a vida real é muito mais real do que qualquer possibilidade de realidade que já passou pela minha cabeça humana.
Na vida real tem tiro, dor, morte. Tem também paixão, café e amigos. 
Na vida real o roteiro não está escrito, a trilha sonora não está montada, o diretor não pára e diz "corta!", e não temos tempo para rodar novamente determinada cena.
Se você simplesmente quer fazer um filme mudo, é possível. Se quer fazer um roteiro melodramático, você pode. Se não quer fazer nada, também pode. É tudo sempre por nossa própria conta. No fim, quem paga somos nós. 
Eu vou pagar? 
Já não sei se quero. 

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