miércoles, 29 de enero de 2014

A morte me deu vida. Isto é tudo o que eu tenho a dizer.
Tenho meus momentos, minhas pequenas-grandes depressões devastadoras, mas não quero falar disso.
Por tantos momentos me entreguei às grandes tempestades de minha alma,
aos grandes furacões que minhas lembranças de vez em quando ousam fazer.
Para a mim a morte sempre foi uma grande solução. Ela veio, devastou tudo. Fiquei sem mar, sem colo, sem chão. Aos poucos, fui reconstruindo tudo. Minha pele foi se regenerando, eu fui crescendo. Ao contrário de algumas pessoas, em mim parece existir um grande impulso para a vida. Por mais que seja calado, por mais que seja contemplativo; pois de vez em quando o que aprecio mesmo é sentar-me em um banco qualquer e observar a vida. Pra no fim perceber que é incrível como tudo está em seu devido lugar. Até mesmo o barulho insuportável dos pedreiros na obra ao lado. Até mesmo o calor escaldante. Até mesmo a falta de dinheiro para o carro 0km. Até mesmo a falta de uma companhia para dividir a cama.
Não se trata disso. Se trata de sentido. Existe um sentido. Um sentido para a vida, para as coisas serem, acontecerem, que de vez em quando tudo é óbvio...

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