sábado, 4 de enero de 2014

E se a vida não é isso, é o quê?
E se a vida não for isso, é o quê?
E se a vida for tudo isso, o que eu faço com uma vida só que me deram pra viver?

Não tem remédio, não tem receita, não tem verso, não tem rima...
A vida é mesmo toda essa monotonia e vulcões em erupção. Nossa rotina, nossos relacionamentos, nosso trabalho (ou no plural), nossa louça cheia de pia, nossa roupa cheia de tanque, nossos baldes cheios, nossa cabeça cheia, nossa paciência cheia. Mas vai me dizer, que a vida não é boa?
Principalmente quando o dinheiro está ali, separado para as contas e, quem sabe, dessa vez dê até pra ousar e pedir aquele chopp mais caro do bar que você vai toda semana...
Principalmente quando aquele amigo, por quem você brilha os olhos junto e chora junto, vem te visitar, e se abre espaço para boas risadas, boas conversas, boas comidas e boa vida.
Principalmente quando você encontra alguém e se apaixona. Sim. Simples. Principalmente quando a geladeira está cheia, o coração está cheio e os rancores estão calmos.
Quando o travesseiro não pinica, quando amanhece azulado e você decide caminhar...

O fato é que a vida está sempre nos oferecendo coisas. É praticamente um buffet, tem de tudo. Pratos frios, quentes, saladas, grelhados, massas, e churrasco. O que você vai querer comer? Melhor: do que você tem fome? parece propaganda de refrigerante, mas é a vida real. Se você não souber o que quer comer, qualquer coisa serve. Na vida amorosa também. Vale a mesma frase. "Não sabe o que quer comer? Posso dar uma sugestão? Peça este aqui...".
Em tempos difíceis como os de "ultimamente", saber o que se quer comer é como ter olho em terra de cego. Estão todos cegos, loucos, burros. Querem alguém, querem algo, querem alguma coisa. Mas ninguém sabe quem, o quê, quando. Aí fica fácil... Aparece "qualquer coisa".
Saber o que se quer comer é essencial para ser feliz. O frango pode ser delicioso, mas hoje você simplesmente acordou com vontade de moqueca de peixe. É a moqueca que você quer. Se vier frango, tudo bem. Mas o desejo grita "moqueca". Por que insistimos em nos contentar com "qualquer coisa"? Cazuza disse "migalhas dormidas do teu pão... Mentiras sinceras me interessam, me interessam!". Não, Cazuza, NÃO! Não me interessam mais mentiras sinceras. Quero sinceridade, e até pode ser defendida, mas quero verdade.

Escolha o que alimente a sua alma...
E isso não significa "bom" ou "ruim". Apenas "sagrado".

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