sábado, 29 de marzo de 2014

o som que a noite faz é alto
à noite tudo é demais: um grilo perturba
as dores aumentam
os carros avançam no sinal vermelho,
e vermelho é a cor do meu sangue que corre também.

o som que a noite faz é baixo
à noite tudo é de menos: o álcool torna as atitudes desculpáveis
os amores sórdidos
e descartáveis.

o som que comove a noite é o do pulsar do meu peito
tum-tum-tum, nunca para, e vez ou outra é surpreendido
por uma pequena falta de ar:
falta algo. falta algo que mesmo se fosse preenchido, seria vazio.

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