domingo, 12 de octubre de 2014

Quando a gente é criança, dá pra fazer algumas coisas sem pensar nas consequências.
Dá pra 'ir levando'. Tem sempre alguém na retaguarda pra dar abrigo, se a gente perder o jogo. Ou se o amigo fez chorar. 
Não acho que quando crescemos (porque crescer não significa ser adulto. existem adultos não crescidos) somos, assim, tão castigados. Só porque agora não dá mais pra esperar a retaguarda de alguém, só porque não dá mais pra não enxergar as consequências das coisas, não significa que "quando éramos crianças era melhor". Era melhor porque não precisávamos nos responsabilizar. Foi essa palavra que colocaram no vocabulário dos adultos, e que torna tudo tão difícil, a vida tão dura. 
Bebeu até cair? Tratou alguém mal, sem ter a intenção? Transou com um desconhecido? Não pagou a conta de luz? Esqueceu de fazer mercado? Problema seu. Meu, nosso. 
Agora, simplesmente, não dá pra pedir socorro. Só se dissermos "Socorro, vida real!", e ela vai responder, lá no eco da nossa maturidade "Te vira, neguinho". 
A gente, como criança crescida, ou como adultos, que seja, pode curtir. Podemos não querer enxergar as consequências. Mas é preciso se responsabilizar. Se comprometer. Ser legítimo. Bancar o estrago no dia seguinte. 
Podemos agir como crianças, mas não podemos nos esquecer da palavrinha que nos acrescentaram: responsabilidade. 

Que, ironicamente, rima com idade, maturidade, infantilidade e saudade.
Que saudades da minha infância!

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