lunes, 26 de enero de 2015

um escrito de muito tempo atrás... agora reescrito.


[porque se não escrevo é como se me entupissem as veias
as artérias e os poros
é como se me faltasse o ar 
o riso, o tédio
é como se me enchesse de pó 
teias de aranha, folhas amareladas

se não escrevo me sobra
se digo, esqueço de dizer o óbvio
então, como se não me restassem alternativas
escrevo cartas, prosas e poesias
como se me descobrisse nessas linhas tortas
nas pausas sóbrias das vírgulas
e na finitude infinita dos pontos finais.]