lunes, 16 de mayo de 2016

diálogo esquizo-poético com o Paulo.

"Ontens e hojes,
amores e ódio,
adianta consultar o relógio?"

me diz, Leminski: adianta? aonde foi que eu errei?

"Nada poderia ter sido feito,
a não ser o tempo em que foi lógico."

errei ao fazer a pergunta errada: "erro" não tem, quando é caso de tempo. não foi erro não ter visto, vivido, falado e agido diferente. quando a gente não vê, às vezes, é por não ter olhos de ver.

"Ninguém nunca chegou atrasado.
Bençãos e desgraças
vem sempre no horário.
Tudo o mais é plágio."

prefiro ser eu mesma. com toda margem (amém) de erro que me cabe, carregando apenas o peso do que cabe a mim.

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